Cerest divulga números de acidentes do primeiro semestre

O Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) divulgou, nesta sexta-feira (12), os números de acidentes do trabalho referentes ao primeiro semestre deste ano. Segundo o órgão, o período de divulgação se dá nesta época, já que não é possível fechar os dados imediatamente após o início do primeiro semestre, em virtude do atual sistema de transmissão de dados.

A categoria que mais registrou acidentes nesse período foi a do comércio varejista, com 420 casos, sendo 55 graves, 268 leves e 97 de percurso, aquele que ocorre na ida ou na volta ao trabalho. Em segundo lugar, os trabalhadores dos serviços de saúde foram os que mais se acidentaram. 189 deles sofreram agravos à saúde. A categoria dos transportes registrou 168 casos, seguida pela indústria alimentícia, com 125.

Fernanda Cunha, autoridade sanitária, durante finalização

Fernanda Cunha, autoridade sanitária, durante finalização

A indústria metalúrgica e a construção civil que, pelo contingente e riscos peculiares, sempre apresentaram índices altos, ocupam o quinto e sexto lugares, respectivamente com 122 e 112 acidentes registrados no período. As oficinas de manutenção da cidade aparecem com 105 acidentes, enquanto a indústria de minerais não metálicos, com 87. O setor de plásticos vem em nono lugar e, em décimo, está o setor de armazenamento com 70.

O gerente do Cerest, Jesus dos Santos, explica que as estatísticas são um dos principais pilares para as ações do órgão. “Em maio deste ano disparamos a ação denominada Operação Especial NR-7, que ainda está em andamento e objetiva fiscalizar o cumprimento das normas que protegem os trabalhadores.”

Nessa operação, a ênfase foi no comércio. “De maio até agora, foram mais de 1.200 empresas fiscalizadas e somente sete estabelecimentos comerciais foram penalizados com multas, por não terem regularizado a situação. Conseguimos regularizar mais de 800 estabelecimentos e esse é um dos exemplos de ações que são disparadas, por ocasião da análise de estatísticas”, completa Santos.

O gerente também explica que outras ações estão em andamento, buscando a prevenção de acidentes e doenças do trabalho em outras categorias.

Projetos
Em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e com o Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região, o Cerest, no projeto denominado Extrato da Saúde dos Bancários, está finalizando uma pesquisa científica sobre a atividade.

“O número de afastamento de bancários por motivos de transtornos mentais é muito grande. Esses transtornos não aparecem nas estatísticas do Cerest, porque ainda não são caracterizados pela Previdência como doenças do trabalho. Mas, dependendo dos resultados dessa pesquisa científica, que terão força de lei, poderemos também disparar ações em prol da saúde dessa população”, destaca Jesus dos Santos.

Assessoria de Imprensa
Foto: Divulgação

Publicada em 12/12/2014

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