Cerest, Ministério do Trabalho e sindicato se unem para controlar saúde de frentistas

Reunião definiu ações e etapas do trabalho

Reunião definiu ações e etapas do trabalho

O Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) de Jundiaí estabeleceu parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e com o Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis e Derivados do Petróleo (Sinpospetro) para fazer o controle da saúde dos trabalhadores dessa categoria, com ênfase naqueles lotados na função de frentistas.
Com o objetivo de avaliar a exposição dos trabalhadores ao benzeno, produto cancerígeno, a parceria inicia seus trabalhos em Jundiaí e na microrregião, já na primeira semana de setembro.

A primeira etapa dos trabalhos ficará por conta da realização de exame laboratorial específico, denominado transmucônico e que se caracteriza em indicador biológico de exposição ao benzeno.

Em seguida, os resultados serão analisados e determinarão ou não o início da segunda etapa da parceria, que poderá se configurar no desencadeamento de ações para o afastamento de trabalhadores desse ambiente, tratamento médico e imposição para mudanças de métodos e processos de trabalho.

A reunião para firmar a parceria ocorreu na manhã desta terça-feira (26), na sede da Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Jundiaí, representada pela auditora fiscal do Trabalho, Ana Lúcia Chaves Mentz, e contou com a presença de Jesus dos Santos, José Carlos Fonseca e Celso Augusto de Souza, gerente, médico e engenheiro de segurança do Cerest, respectivamente, e Célio Inácio e Andreia Bernardo Jorge, vice-presidente e secretária-geral do Sinpospetro.

De acordo com Fonseca, o benzeno pode provocar danos à saúde do trabalhador, de formas variadas, dentre elas o câncer. “O benzeno é um produto químico capaz de diminuir as células do sangue, estimular o aborto ou a má formação de fetos, alterar o sistema de defesa do organismo, causar zumbidos e surdez, depressão, vários tipos de câncer e até mesmo alterações de comportamento”, disse o médico.

Necessidade – Ana Lúcia Mentz informou que a necessidade das ações foi percebida durante suas vistorias aos postos de combustíveis. “Visitei cerca de 20 postos de combustíveis, mas a ênfase era a ergonomia. Depois, percebi que o controle da saúde daqueles trabalhadores em relação ao benzeno também era necessário. E, em contatos com o Cerest, pudemos nos unir para esse controle que começa agora”, disse a auditora fiscal.

O gerente do Cerest, Jesus dos Santos, explica que, embora já exista um novo indicador de controle biológico da exposição ocupacional ao benzeno (ácido fenil mercaptúrico), o ácido trans-transmucônico continua constando do protocolo específico e, por isso, pode ser utilizado. Os dois indicadores requerem urina como material para análise.

Os dois dirigentes sindicais presentes na reunião manifestaram suas expectativas pela parceria. “É muito bom sermos ouvidos pelo Cerest e Ministério do Trabalho e Emprego. Antes, éramos sozinhos. Agora, temos eles”, disse Andreia. “O sindicato sozinho não é nada. Buscamos essas forças e esperamos o real controle da saúde dos trabalhadores de nossa categoria”, completou Inácio.

Prefeitura de Jundiaí

Publicada em 26/08/2014

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